Cursos de Pedagogia e Psicologia realizam Semana de Consciência Negra
Publicado em 25/11/2019

Com a sanção da Lei 10.693/2003, que alterou os artigos 26 e 79 da LDB 9394/96, o dia 20 de novembro tornou-se o Dia Nacional da Consciência Negra, data de memória e luta dos afrodescendentes contra os processos de desigualdades sociais e raciais, o racismo, os preconceitos e práticas discriminatórias decorrentes de quatro séculos de escravidão africana no Brasil. Hoje, de acordo com dados do IBGE os negros representam 55,8% da população brasileira e 54,9% da força de trabalho.

Todavia, essa discussão não se restringe aos negros e negras, mas a toda população brasileira.  Acredita-se que a educação das relações étnico-raciais impõe aprendizagens entre brancos e negros, trocas de conhecimentos, quebra de desconfianças, projeto conjunto para construção de uma sociedade justa, igual, equânime, como se destaca Parecer 03/2004 das Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação das Relações étnico-raciais e Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana.

Neste sentido, é importante lembrar as responsabilidades das instituições educacionais públicas e privadas tratarem as relações étnico-culturais proporcionando por diferentes meios e práticas o desenvolvimento do princípio da consciência política e histórica da diversidade, de maneira que, se compreenda que a sociedade é formada por pessoas que pertencem a grupos étnico-raciais distintos, que possuem cultura e história próprias, igualmente valiosas e que em conjunto constroem, na nação brasileira, sua história.

Tendo em vista a importância do tema, os cursos de Pedagogia e Psicologia do Unileste realizam a Semana de Consciência Negra. Na última quarta-feira (20), aconteceu a palestra “Masculinidades: conversa com homens pretos” ministrada pelo professor Antônio Honório Ferreira, no Auditório Padres do Trabalho.

Na sexta (22), o Espaço Cinquentenário recebeu a mesa-redonda que discutiu sobre “Racismo estrutural e encarceramento: desafios para uma efetiva democracia racial” e “Demarcação de terras de quilombos”, com a participação do docente do curso de Direito Hermundes Flores e o professor Tiago Pena.

Finalizando a programação, na próxima quinta-feira (28), a docente Marlene de Araújo dá continuidade à aula aberta da disciplina de História e Cultura Afro-brasileira e Indígena, com os temas “Educação das relações étnico-raciais; abordagens acerca dos estudos sobre branquitude, negritude e formação de professores(as)”, às 19h, na Sala U-307.


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